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terça-feira, 31 de maio de 2011
Dicas para bailarinas
Pequenos detalhes e cuidados que podem enriquecer e dar o devido respeito a sua personagem:
As dicas abaixo são referências de anos de convivência com o público, todos os dias. Portanto, vale pensar e fazê-las parte de seu cotidiano como bailarina.
Atente que modismos, muitas vezes, não encaixam-se e surtem efeito contrário.
Cabelos
É um dos pontos que mais importantes em se tratando de visual. Os cabelos bem tratados suscitam comentários positivos e despertam a atenção de todos os presentes. Para dança árabe, existe uma preferência por cabelos longos. Tinturas passadas da hora, ou aparecendo a raiz do cabelo (duas cores), denotam descuido e prejudicam a sua imagem.
Roupas
Se você quer causar um grande impacto use uma roupa bem acabada e de qualidade. Artigos carnavalescos e simplórios denotam aquelas roupas que aluga-se em lojas, sempre com lantejoulas faltando e pano de segunda categoria. Felizmente, já existem ateliers que podem lhe proporcionar a comodidade de comprar algo bem adequado ao seu estilo ou seu corpo. Lembre-se sempre de combinar as cores da roupa com os acessórios. A abertura da saia deve ter sutileza, nada que agrida ao olhar. Desfilar pernas antes do show criará um clima pesado no público durante sua dança. Não utilize meia-calça.
Capa (galabia)
Deve ter cor discreta, um palmo abaixo dos joelhos e sempre passada. A primeira impressão é a que fica. Ao chegar, sua capa dará sua ficha para o público presente. A capa favorece que você não circule pelo ambiente do show expondo a roupa com a qual você vai se apresentar. Saiba manter a magia do momento e a sua posição como profissional.
Sapatos
Apresentações com sapatos não são bem aceitas pelo público brasileiro. Dê preferência para utilizá-los na chegada e ao deixar o evento. Lembre-se também que sapatos usados, o público percebe que são "usados"....e fala ! Plataformas são abomináveis !
Mala
Tenha sempre uma elegante mala de rodinhas. Lojas de produtos de couro tem diversos modelos. Não compre a mais econômica. Sacolas, bolsas ou mochilas não combinam com uma bailarina. Em grandes eventos, convém ter sempre uma frasqueira à mão.
Maquiagem
Procure estar com a maquiagem correta para cada evento (veja nas dicas das outras páginas). Cuidado sempre com os exageros. Deve ter classe, independente do local que você vá. A maquiagem bem feita é uma propaganda sua. Nunca chegue à um local sem ela. O ideal é chegar pronta. Eventos grandes, onde existem bastidores e a entrada em cena vai demorar, não há problema em maquiar-se no local.
Sorriso
O sorriso deve ser discreto. Bailarina não dá "gargalhadas" ou ri alto. Evite participar de rodinhas de piadas e comentários antes e depois do show.
Entonação de Voz
Falar com moderação e equilíbrio também é uma arte. Também deve ser estudada. Vozes estridentes ou que alternam o volume podem alterar o conceito que fazem de você numa festa. Fale sempre com calma, moderação e, de preferência, pouco. Atente para a modulação de sua voz. Não faça comentários venenosos ou picantes.
Mãos e Pés
Manter sempre as unhas das mãos e pés feitos. Se não for possível, deverão estar impecavelmente limpas.
Olhar
É pelo seu olhar que muitos dos presentes formam uma impressão da sua personagem. Portanto, assuma uma condição de "anjo" (não tenha sexo). Aqui o bom senso deve imperar. Evite fixar o olhar em determinada pessoa e não tenha altivez. A sua personagem deve ser "inofensiva" em qualquer evento. As crianças devem simpatizar e não ter medo dela; o mesmo vale para as mulheres com seus respectivos parceiros. Não se trata de fingir, mas sim de equilibrar soberania, simplicidade e simpatia (muito difícil, por sinal...). Não se estabelece empatia com o público se você não tiver essas noções básicas. É no olhar que se conhece uma pessoa.
Adornos de Cabelo
Cuidado para não cair para o exagero. Excessos de objetos pendurados nos cabelos também poluem o seu visual. Um adorno simples, mas que combine com seu formato de rosto, irá causar um grande impacto e dar um efeito favorável. Existem muitos modelos. Experimente diversos, na medida do possível, antes de comprar. Algo que aparenta estar belíssimo num momento de euforia poderá ser considerado fora dos padrões por você mesma algumas horas depois. Contenha o impulso de comprar.
Acessórios
Uma aparência exótica não deixa de ser interessante. É importante ter uma harmonia na combinação dos acessórios. Brincos pesados podem enganchar num giro com véu ou ferir a orelha. Alguns dos objetos, após o uso, oxidam (ficam escuros em função do suor ou contato com o ar) e precisam ser imediatamente polidos ou, na pior das hipóteses, aposentados. Não queira dar uma chance de uma apresentação "a mais" para eles, pois o público não dará uma segunda chance antes da falar do seu descuido.
Acessórios de Dança
É estranho uma bailarina chegar à um evento com um pandeiro (dâff) nas mãos, ou uma espada, um bastão ou uma bengala. Traga-os sempre embalados (capas de tecido).
Cinto O ajuste deve ser perfeito, sem aquela "lapela" de abertura que costuma ficar por causa dos alfinetes mal colocados ou alargamento após uso prolongado. Seu cinto sempre deve estar passando por reformas. Aparentou que é usado, aposente-o. Aprenda a não economizar no seu visual. É a sua imagem que está em jogo.
Véu
Alguns tecidos sintéticos amassam e perdem o glamour que poderiam dar. Passe sempre antes de cada show. Deixe-o arejar quando chegar em casa. Deve sempre estar levemente borrifado com seu perfume... mas lembre-se.... leeevemente !
Perfume Aqui chegamos num ponto muito importante. É um trabalho de pesquisa e paciência encontrar o perfume que mais se aproxima ou seja adequado ao seu cheiro de corpo. Lembre-se que um perfume que fica bem em alguém, em você pode não surtir o mesmo efeito. Portanto, busque sempre, para encontrar diversas vezes. Evite perfumes da moda. Se conhecer um perfumista que possa desenvolver um específico para você, ótimo. Perfumes doces não agradam a preferência nacional. Opte por algum que atenda à maioria: cítrico, amadeirado ou floral e ...extremamente suave. O que deve ficar de você no ar é uma bruma....
Depilação
A depilação deve ser feita, de preferência, um ou dois dias antes do seu evento. Assim você não corre o risco ficar com a pele irritada no dia. Não corra o risco de aventuras com novos métodos próximo a data do evento. Determine para você mesma os melhores períodos para fazer sua depilação e siga a risca as datas.
Postura O caminhar deve ser elegante e tranqüilo. Se houver um sofá para aguardar, por exemplo, jamais fique "esparramada". Tudo com moderação. Em uma festa, não fique procurando o que comer. Dance e retire-se. Coma e beba só o necessário. Sem exageros. Você está numa condição de "vidraça muito fina" quando chega à um evento. Ao menor deslize, ela estilhaça.
Tatuagens & Piercings
É bom deixar claro que tatuagens não fazem parte do contexto quando trata-se de dança árabe. É atualmente um modismo, da mesma forma que os piercings. Nos países árabes, principalmente onde predomina a religião muçulmana, mulheres com tatuagens não são bem vistas. Portanto, cuidado. O fato de ter visto alguma bailarina com tatuagem, não quer dizer a "totalidade". Principalmente, se você já tem uma, deve ter a precaução e o bom senso de saber se ela não agride à todos os tipos de público. Pessoas de idade, principalmente senhoras, também não veêm com bons olhos. Modismos que agradam à jovens podem não agradar a um público executivo e/ou extremamente fino. Lembre-se sempre que você não vê pessoas em altos cargos de grandes empresas (bancos, multinacionais, ...) com tatuagens. Existe um estigma que nem todas atentam para isso. Defina que quantidade de público você quer ter antes de optar por uma definitiva. Tatuagens de henna, pequenas e delicadas podem ser feitas nas mãos e pés, mas não são uma condição visual.
Pele do Rosto e Corpo
Sempre deve estar bem cuidada. Nada de cravos, espinhas ou manchas (evite frituras, chocolates e produtos altamente calóricos). Dica: limpe-a, tonifique-a e hidrate-a. Manchas na perna, principalmente no lado da abertura da saia, devem ser atenuadas com maquiagem e ocultadas, de preferência. Se desejar, utilize um pouco de gliter para dar um pequeno brilho (mas um pouco só ....quase nada). Marcas do último verão por sobre a roupa de dança (cintos ou soutiens), não tem nada a ver e ficam horríveis. Não são tão elegantes ou sensuais assim.
Dentes e Hálito
O hábito de escovar os dentes sempre após as refeições tira muito as possibilidades de você ter um hálito forte ou desagradável. Procure antes de sair para um show comer umas duas bolachas salgadas, para independente do tempo que tiver que aguardar, seu estômago não fique vazio. A cada duas horas, uma bolacha. Balinha de hortelã ao sair de casa não faz mal a ninguém. Chicletes em público, nem pensar. Procure beber água da forma correta, à cada duas horas. Com essas dicas você elimina, e muito, algo que poderia ser um pesadelo para você: hálito indesejado.
Odor da Roupa
Sempre após um show, ao chegar em casa, coloque sua roupa para arejar. Tire da mala, por mais cansada que chegue, e tome as providências, já pensando "na próxima vez". Não existe nada mais desagradável que dançar com uma roupa que tem odor de suor do show anterior. Cuide para não acontecer com você.
Autógrafos
O autógrafo deve ser algo pessoal. Sempre pergunte o nome da pessoa e escreva algo para ela. É uma questão de respeito por quem te admira. Seja lúcida e entregue-se ao momento. Lembre-se: um dia você pensou que seria muito interessante dar seu autógrafo à alguém. Isso te enchia de orgulho. Mantenha pelo decorrer dos anos... e nunca perca isso !
Texto original extraido do site www.khanelkhalili.com.br
As dicas abaixo são referências de anos de convivência com o público, todos os dias. Portanto, vale pensar e fazê-las parte de seu cotidiano como bailarina.
Atente que modismos, muitas vezes, não encaixam-se e surtem efeito contrário.
Cabelos
É um dos pontos que mais importantes em se tratando de visual. Os cabelos bem tratados suscitam comentários positivos e despertam a atenção de todos os presentes. Para dança árabe, existe uma preferência por cabelos longos. Tinturas passadas da hora, ou aparecendo a raiz do cabelo (duas cores), denotam descuido e prejudicam a sua imagem.
Roupas
Se você quer causar um grande impacto use uma roupa bem acabada e de qualidade. Artigos carnavalescos e simplórios denotam aquelas roupas que aluga-se em lojas, sempre com lantejoulas faltando e pano de segunda categoria. Felizmente, já existem ateliers que podem lhe proporcionar a comodidade de comprar algo bem adequado ao seu estilo ou seu corpo. Lembre-se sempre de combinar as cores da roupa com os acessórios. A abertura da saia deve ter sutileza, nada que agrida ao olhar. Desfilar pernas antes do show criará um clima pesado no público durante sua dança. Não utilize meia-calça.
Capa (galabia)
Deve ter cor discreta, um palmo abaixo dos joelhos e sempre passada. A primeira impressão é a que fica. Ao chegar, sua capa dará sua ficha para o público presente. A capa favorece que você não circule pelo ambiente do show expondo a roupa com a qual você vai se apresentar. Saiba manter a magia do momento e a sua posição como profissional.
Sapatos
Apresentações com sapatos não são bem aceitas pelo público brasileiro. Dê preferência para utilizá-los na chegada e ao deixar o evento. Lembre-se também que sapatos usados, o público percebe que são "usados"....e fala ! Plataformas são abomináveis !
Mala
Tenha sempre uma elegante mala de rodinhas. Lojas de produtos de couro tem diversos modelos. Não compre a mais econômica. Sacolas, bolsas ou mochilas não combinam com uma bailarina. Em grandes eventos, convém ter sempre uma frasqueira à mão.
Maquiagem
Procure estar com a maquiagem correta para cada evento (veja nas dicas das outras páginas). Cuidado sempre com os exageros. Deve ter classe, independente do local que você vá. A maquiagem bem feita é uma propaganda sua. Nunca chegue à um local sem ela. O ideal é chegar pronta. Eventos grandes, onde existem bastidores e a entrada em cena vai demorar, não há problema em maquiar-se no local.
Sorriso
O sorriso deve ser discreto. Bailarina não dá "gargalhadas" ou ri alto. Evite participar de rodinhas de piadas e comentários antes e depois do show.
Entonação de Voz
Falar com moderação e equilíbrio também é uma arte. Também deve ser estudada. Vozes estridentes ou que alternam o volume podem alterar o conceito que fazem de você numa festa. Fale sempre com calma, moderação e, de preferência, pouco. Atente para a modulação de sua voz. Não faça comentários venenosos ou picantes.
Mãos e Pés
Manter sempre as unhas das mãos e pés feitos. Se não for possível, deverão estar impecavelmente limpas.
Olhar
É pelo seu olhar que muitos dos presentes formam uma impressão da sua personagem. Portanto, assuma uma condição de "anjo" (não tenha sexo). Aqui o bom senso deve imperar. Evite fixar o olhar em determinada pessoa e não tenha altivez. A sua personagem deve ser "inofensiva" em qualquer evento. As crianças devem simpatizar e não ter medo dela; o mesmo vale para as mulheres com seus respectivos parceiros. Não se trata de fingir, mas sim de equilibrar soberania, simplicidade e simpatia (muito difícil, por sinal...). Não se estabelece empatia com o público se você não tiver essas noções básicas. É no olhar que se conhece uma pessoa.
Adornos de Cabelo
Cuidado para não cair para o exagero. Excessos de objetos pendurados nos cabelos também poluem o seu visual. Um adorno simples, mas que combine com seu formato de rosto, irá causar um grande impacto e dar um efeito favorável. Existem muitos modelos. Experimente diversos, na medida do possível, antes de comprar. Algo que aparenta estar belíssimo num momento de euforia poderá ser considerado fora dos padrões por você mesma algumas horas depois. Contenha o impulso de comprar.
Acessórios
Uma aparência exótica não deixa de ser interessante. É importante ter uma harmonia na combinação dos acessórios. Brincos pesados podem enganchar num giro com véu ou ferir a orelha. Alguns dos objetos, após o uso, oxidam (ficam escuros em função do suor ou contato com o ar) e precisam ser imediatamente polidos ou, na pior das hipóteses, aposentados. Não queira dar uma chance de uma apresentação "a mais" para eles, pois o público não dará uma segunda chance antes da falar do seu descuido.
Acessórios de Dança
É estranho uma bailarina chegar à um evento com um pandeiro (dâff) nas mãos, ou uma espada, um bastão ou uma bengala. Traga-os sempre embalados (capas de tecido).
Cinto O ajuste deve ser perfeito, sem aquela "lapela" de abertura que costuma ficar por causa dos alfinetes mal colocados ou alargamento após uso prolongado. Seu cinto sempre deve estar passando por reformas. Aparentou que é usado, aposente-o. Aprenda a não economizar no seu visual. É a sua imagem que está em jogo.
Véu
Alguns tecidos sintéticos amassam e perdem o glamour que poderiam dar. Passe sempre antes de cada show. Deixe-o arejar quando chegar em casa. Deve sempre estar levemente borrifado com seu perfume... mas lembre-se.... leeevemente !
Perfume Aqui chegamos num ponto muito importante. É um trabalho de pesquisa e paciência encontrar o perfume que mais se aproxima ou seja adequado ao seu cheiro de corpo. Lembre-se que um perfume que fica bem em alguém, em você pode não surtir o mesmo efeito. Portanto, busque sempre, para encontrar diversas vezes. Evite perfumes da moda. Se conhecer um perfumista que possa desenvolver um específico para você, ótimo. Perfumes doces não agradam a preferência nacional. Opte por algum que atenda à maioria: cítrico, amadeirado ou floral e ...extremamente suave. O que deve ficar de você no ar é uma bruma....
Depilação
A depilação deve ser feita, de preferência, um ou dois dias antes do seu evento. Assim você não corre o risco ficar com a pele irritada no dia. Não corra o risco de aventuras com novos métodos próximo a data do evento. Determine para você mesma os melhores períodos para fazer sua depilação e siga a risca as datas.
Postura O caminhar deve ser elegante e tranqüilo. Se houver um sofá para aguardar, por exemplo, jamais fique "esparramada". Tudo com moderação. Em uma festa, não fique procurando o que comer. Dance e retire-se. Coma e beba só o necessário. Sem exageros. Você está numa condição de "vidraça muito fina" quando chega à um evento. Ao menor deslize, ela estilhaça.
Tatuagens & Piercings
É bom deixar claro que tatuagens não fazem parte do contexto quando trata-se de dança árabe. É atualmente um modismo, da mesma forma que os piercings. Nos países árabes, principalmente onde predomina a religião muçulmana, mulheres com tatuagens não são bem vistas. Portanto, cuidado. O fato de ter visto alguma bailarina com tatuagem, não quer dizer a "totalidade". Principalmente, se você já tem uma, deve ter a precaução e o bom senso de saber se ela não agride à todos os tipos de público. Pessoas de idade, principalmente senhoras, também não veêm com bons olhos. Modismos que agradam à jovens podem não agradar a um público executivo e/ou extremamente fino. Lembre-se sempre que você não vê pessoas em altos cargos de grandes empresas (bancos, multinacionais, ...) com tatuagens. Existe um estigma que nem todas atentam para isso. Defina que quantidade de público você quer ter antes de optar por uma definitiva. Tatuagens de henna, pequenas e delicadas podem ser feitas nas mãos e pés, mas não são uma condição visual.
Pele do Rosto e Corpo
Sempre deve estar bem cuidada. Nada de cravos, espinhas ou manchas (evite frituras, chocolates e produtos altamente calóricos). Dica: limpe-a, tonifique-a e hidrate-a. Manchas na perna, principalmente no lado da abertura da saia, devem ser atenuadas com maquiagem e ocultadas, de preferência. Se desejar, utilize um pouco de gliter para dar um pequeno brilho (mas um pouco só ....quase nada). Marcas do último verão por sobre a roupa de dança (cintos ou soutiens), não tem nada a ver e ficam horríveis. Não são tão elegantes ou sensuais assim.
Dentes e Hálito
O hábito de escovar os dentes sempre após as refeições tira muito as possibilidades de você ter um hálito forte ou desagradável. Procure antes de sair para um show comer umas duas bolachas salgadas, para independente do tempo que tiver que aguardar, seu estômago não fique vazio. A cada duas horas, uma bolacha. Balinha de hortelã ao sair de casa não faz mal a ninguém. Chicletes em público, nem pensar. Procure beber água da forma correta, à cada duas horas. Com essas dicas você elimina, e muito, algo que poderia ser um pesadelo para você: hálito indesejado.
Odor da Roupa
Sempre após um show, ao chegar em casa, coloque sua roupa para arejar. Tire da mala, por mais cansada que chegue, e tome as providências, já pensando "na próxima vez". Não existe nada mais desagradável que dançar com uma roupa que tem odor de suor do show anterior. Cuide para não acontecer com você.
Autógrafos
O autógrafo deve ser algo pessoal. Sempre pergunte o nome da pessoa e escreva algo para ela. É uma questão de respeito por quem te admira. Seja lúcida e entregue-se ao momento. Lembre-se: um dia você pensou que seria muito interessante dar seu autógrafo à alguém. Isso te enchia de orgulho. Mantenha pelo decorrer dos anos... e nunca perca isso !
Texto original extraido do site www.khanelkhalili.com.br
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Danças árabes
Dança da Espada
Existem várias lendas para a origem da Raks Al Saif ou Dança da Espada. Uma delas diz que é uma dança em homenagem à deusa Neit, uma Deusa Guerreira. Ela simbolizava a destruição dos inimigos e a abertura dos caminhos. Uma outra, diz que na antigüidade as mulheres roubavam as espadas dos guardiões do rei para dançar, com o intuito de mostrar que a espada era muito mais útil na dança do que parada em suas cinturas ou fazendo mortos e feridos. Dançar com a espada permite equilíbrio e domínio interior das forças densas e agressivas. Uma terceira lenda conta que na época, quando um rei achava que tinha muitos escravos, dava a cada um uma espada para equilibrar na cabeça e dançar com ela. Assim, deveriam provar que tinham muitas habilidades. Do contrário, o rei mandaria matá-lo.
Outra história remete à época de guerra entre turcos e gregos. Os otomanos teriam contratado algumas bailarinas para levarem vinho e dançarem para os soldados inimigos. Quando estivessem embriagados, elas deviam pegar suas espadas e outras armas para dançar, facilitando o ataque. Uma outra lenda, diz que grupos de beduínos atacavam viajantes que passassem perto de seus territórios, no deserto, durante a noite, para roubar as mercadorias que transportavam. Os mercadores eram mortos e as mulheres beduínas ficavam com suas espadas. Para comemorar a vitória da tribo, elas dançavam exibindo-as como troféus.
O certo é que, a apresentação da bailarina com a espada, exige equilíbrio e habilidade em conjunto com os movimentos realizados graciosamente. Ela deve colocar a espada na cabeça, no peito e na cintura com muita suavidade. É importante também escolher a música certa, que deve transmitir um certo mistério. Jamais se dançaria um solo de Derbake com a espada.
Dança do Punhal
Hoje em dia o punhal é considerado uma derivação da espada, não tendo um significado padrão. Seu traje é comum e o ritmo mais usado é o Wahd Wo Noss. Porém, a história antiga nos revela que essa dança era uma reverência à deusa Selkis, a Rainha dos Escorpiões e representava a morte, a transformação e o sexo.
Na Arábia e no Marrocos é tradição. Esta dança era usada nos bordéis da Turquia e há quem fale que quando a bailarina dança com a lâmina para dentro quer dizer que ela está acompanhada e quando dança com a lâmina para fora, quer dizer que "está livre".
Existem crenças a respeito dos significados de cada gesto que a bailarina faz com o punhal durante sua dança. Vejamos alguns deles:
Colocá-lo na testa na horizontal significa magia; colocá-lo na testa com a ponta para baixo, significa morte; dentro do sutiã significa sexo; entre as mãos significa boas vindas, alegria; colocá-lo entre os dentes significa sedução. Rodar com ele na testa, significa destreza, habilidade; deitá-lo sobre os seios, quer dizer que está apaixonada; pagá-lo com a ponta dos dedos e rodá-lo é o sucesso da bailarina. Passá-lo pelo corpo, significa querer seduzir alguém e dançar batendo-o na bainha quer dizer que está chamando.
Sabe-se que era na verdade uma arma para defesa em situações que colocassem em risco a vida. Por isso, ficou bastante associada aos ciganos e às mulheres que dançavam na rua em troca de dinheiro
Dança do Castiçal ou Dança do Candelabro
Raks Al Shamadan. Este tipo de dança existe a muitos anos e fazia parte das celebrações de casamento e nascimento de crianças. É tradicionalmente apresentada na maioria dos casamentos egípcios, onde a bailarina conduz o cortejo do casamento levando um candelabro, específico para a dança, na cabeça. Desta maneira, ela procura iluminar o caminho do casal de noivos, como uma forma de trazer felicidade para eles.
Hoje em dia, é comum que a bailarina apresente a dança do candelabro no começo de seus shows. Este pode ser de 7, 9, 13 ou até mesmo de 17 velas, a critério de cada uma.
É de costume que a roupa seja toda preta ou toda branca, mas não há problema nenhum em dançar com roupas de outras cores também. O ideal é que a roupa seja composta e adequada para este tipo de dança que é considerada sagrada, por celebrar casamentos e nascimentos de crianças.
As velas, na maioria das vezes, são brancas, porém há quem goste de velas coloridas e acreditam em seus significados. Vermelho é o amor passional, sexo e fecundidade. Lilás é transmutação, amarelo é saúde, verde é dinheiro, branco é pureza, azul é carinho e rosa é afeto.
Dança das Taças
Sendo uma derivação da dança do candelabro, a bailarina dança com duas tacinhas, uma em cada mão, que contém uma velinha em cada uma. Ela exterioriza sua deusa interior, fazendo do seu corpo um veículo sagrado e ofertado. Utilizando o fogo das velas, que representam a vida.
Dança da Serpente
Por ser um animal considerado sagrado e símbolo da sabedoria, antigamente as sacerdotisas dançavam com uma serpente de metal (muitas vezes de ouro). Atualmente vê-se algumas bailarinas dançando com cobra de verdade, mas isto deve ser visto apenas como um show de variedades, já que nem nos primórdios da dança o animal era utilizado.
Justamente por ser considerada sagrada, a serpente era apenas representada por adornos utilizados pelas bailarinas e pelo movimento de seu corpo.
Dança com Véu ou Dança com Lenço
A dança com lenço sugere uma brincadeira com as peças do vestuário usadas no dia a dia. O lenço pode ser usado na cabeça por diferentes motivos: o mais conhecido no ocidente é a obrigação muçulmana de usa-lo por motivos religiosos; porém, as beduínas e tuaregs o utilizam para proteger sua pele e seus cabelos dos rigores do deserto.
Os véus foram incorporados às apresentações de dança do ventre como forma de enriquecer o espetáculo com seus movimentos suaves, mas acredita-se que seu uso é moderno e tem poucas ligações com o folclore tradicional.
Dança dos Sete Véus
Existem duas versões para a famosa dança dos sete véus. Uma delas, é uma alusão ao mito de Ishtar, deusa babilônica do amor e da fertilidade. Na Bíblia esse mito foi adaptado e tornou-se a conhecida história de Salomé. Diz o mito que o amado de Ishtar morreu e foi levado ao centro da terra. Como uma alegoria do constante morrer e renascer da natureza, Ishtar desesperada foi atrás dele para traze-lo de volta à vida. Ela teria que passar sete vezes por sete portais e, em cada vez, deixar uma jóia e um véu.
A dança dos sete véus de Ishtar, que ficou conhecida como a "Dança de Salomé", foi escrita na Bíblia com um sentido oposto. No mito original, Ishtar trazia de volta a vida; na Bíblia, Salomé causava a morte.
Outra versão é que a dança dos sete véus era uma dança onde os véus representavam os sete chakras do corpo, desde um estágio mais primitivo até um estágio mais desenvolvido, simbolizando a evolução humana através dos tempos. A retirada e o cair de cada véu significavam o abrir dos olhos que desperta a consciência e a evolução espiritual da mulher.
Os véus amarelos representam o Sol, eliminam o orgulho e a vaidade excessiva, trazendo a alegria, esperança e confiança. O laranja representa Júpiter, que dissolve o impulso dominador e dá vazão ao sentimento de proteção e ajuda ao próximo. O vermelho representa Marte, significando a vitória do amor cósmico e da confiança sobre a agressividade e a paixão. Lilás representa Saturno, mostrando a dissolução do excesso de rigor e seriedade, a conquista da consciência plena e o desenvolvimento da percepção sutil. Azul representa Vênus, revelando que a dificuldade de expressão foi superada, em prol do bom relacionamento com os entes queridos. Verde representa Mercúrio, mostrando a divisão e a indecisão sendo vencidas pelo equilíbrio entre os opostos. E, por fim, o branco representa a Lua; a queda deste último véu mostra a imaginação transformada em pensamento criativo e pureza interior.
Dança com Snujs
Pequenos címbalos de metal, instrumentos de percussão para acompanhamento rítmico, que a bailarina usa entre os dedos nas apresentações. São em número de 4, sendo um par em cada mão.
Dizem que os snujs eram usados pelas sacerdotisas para energizar, trazer vibrações positivas e retirar os maus fluidos do ambiente.
Conhecer e aprender a diferenciar o ritmo árabe é essencial para conseguir tocar snujs. É preciso desenvolver um ouvido musical, as noções de ritmo e contagem de tempo. Um mesmo ritmo pode ficar mais lento ou mais rápido, conforme a música que estiver sendo executada. Se ainda não houver domínio sobre a parte musical, fatalmente a bailarina se atrapalhará quando o ritmo da música se alterar. Ela corre o risco, inclusive, de errar também na sua movimentação corporal.
Dança com Pandeiro
Tradicionalmente, a mulher sempre foi boa no toque do pandeiro. Na maioria das vezes, ela tocava para outras mulheres dançarem. Porém, com a influência cigana, passou a tocá-lo também durante a dança.
Ligado a ritmos folclóricos, esse instrumento está relacionado com o mais autêntico espírito oriental, por isso o traje de quem o toca deve ser o vestido. Com o som forte do pandeiro, a bailarina deve marcar o ritmo com precisão e graça.
Era sempre feita com o sentido da comemoração, da alegria e da festa. Assim como os snujs, acompanha-se seu som com o ritmo da música. A melodia ideal é a que tem bastante toques de pandeiro.
Dança do Bastão ou Dança da Bengala
Há uma dança masculina originária de El Saaid, região do Alto Egito, chamada Tahtib. Nela são usados longos bastões chamados Shoumas. Estes bastões eram usados pelos homens para caminhar e para se defender.
Note que Saaid também é o nome do ritmo originário desta região. As mulheres costumam apresentar-se utilizando um bastão leve ou uma bengala, imitando-os, porém com movimentos mais femininos. Elas apresentam-se ao som do ritmo Saaid original, que é o mais comum e o mais usado. Porém pode ser dançado também com Maksoum, Malfouf ou até mesmo o Baladi.
Durante a dança, a mulher apresenta toda a sua habilidade, equilíbrio e charme. Costuma-se chamar esta dança feminina de Raks El Assaya (Dança da Bengala). A Raks El Assaya foi introduzida nos grandes espetáculos de dança do ventre pelo coreógrafo Mahmoud Reda. Fifi Abdo teria sido a primeira grande dançarina a apresentar performances com a bengala. Porém ela se apresentava com roupas masculinas.
A roupa típica da dança da bengala é um vestido com um lenço no quadril e um adereço qualquer na cabeça, um lencinho, etc. Não se deve, nunca, dançar somente com duas peças (sutiã e cinturão) a dança da bengala. A roupa pode até ter uma "barrigueira", vestidos com buracos, enfim, mas nunca só com a roupa de dança do ventre comum (duas peças).
Khalige
Também conhecida como Raks El Nach'at, é uma dança tradicional originária do Golfo Pérsico, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes.
Em festas femininas e casamentos é comum que as mulheres coloquem o tradicional vestido khalige por cima de sua roupa de festa e dancem sempre. São festas fechadas e familiares.
Os países onde este ritmo é mais conhecido são: Kuwait, Katar, Arábia Saudita e Emirados Árabes.
No oriente, é chamada dança dos desertos, já que os nômades são os dançarinos tradicionais. As mulheres vestidas com suas longas túnicas de corte geométrico e ricamente bordadas, dançam de forma bastante sensual movendo a cabeça, mexendo os cabelos e marcando o ritmo com os pés.
Nos shows tradicionais fora de seu país de origem, às vezes a bailarina para homenagear alguém da platéia que provém de um destes países, insere uma pequena demonstração de khalige em sua apresentação, o que faz a alegria dos turistas.
Dança do Jarro
Raks Al Brik ou Dança do Jarro é realizada apenas por mulheres. A vida em regiões desérticas e a forte repressão sexual, estimularam a mente de cantadores e músicos. Alguns compunham versos e rimas de amor para cantar a beleza das moças que iam buscar água na fonte. Seus rostos ficavam quase sempre cobertos, assim como todo o corpo; porém, ao se aproximar da água era preciso arregaçar as mangas ou subir um pouco a saia para não molhar os trajes. Era o delírio dos rapazes que poderiam apreciar tudo o que ficava escondido.
Essa tradição é tão antiga que se perde no próprio tempo. As mulheres, para carregarem os pesados jarros cheios de água, colocavam tecidos sobre a cabeça e andavam equilibrando os potes. Muitos desses jarros eram feitos de barro, se caíssem poderiam se quebrar; isso daria muita confusão para uma escrava. Dessa habilidade de equilibrar um jarro sobre a cabeça, nasceu um tipo de dança comum no Norte da África. Muitos senhores de escravas ofereciam para seus hóspedes, exóticas apresentações na hora de servir o vinho. As coreografias eram marcadas por giros e movimentos rápidos dos pés, sem que uma gota sequer do conteúdo dos jarros caísse no chão. Ao final da apresentação, o líquido era despejado em taças de metal para ser bebido pelos convidados.
Melea-Laff
Melea é um tipo de véu oriental que ganhou popularidade no Egito nas décadas de 30 e 40, sendo única e exclusivamente deste país.
O que é Melea-Laff? É lenço enrolado. Enrolado porque nesta dança as mulheres se envolvem em lenços pretos, de tamanho grande e tecido grosso, que pode ser ou não bordado.
Seu maior atrativo era que, apesar de esconder o corpo, por ser escuro e pesado era ao mesmo tempo revelador, pois o tecido era enrolado bem apertado ao redor do corpo.
Melea-Laff era dançada pelas meninas do Cairo, sendo muito comum que a bailarina fosse extremamente carismática, muito charmosa e bastante exagerada nos gestos. São gestos bem típicos das mulheres baladis do Egito. Hoje em dia é normal que você veja uma bailarina representando esse personagem e entrar para dançar mascando chicletes e falando em árabe no meio da música, por exemplo.
Apesar de ter origem nos trajes humildes dos vilarejos, por ser inspirado nos xales usados pelos gregos de Alexandria, a melea tornou-se item muito popular da moda egípcia.
A borrka é um tradicional acompanhamento desse traje, que nada mais é, que um véu tricotado para o rosto, com amplos buracos que acrescentam mistério ao rosto, em vez de cobrir, no sentido tradicional do Islã.
Apesar de dançar profissionalmente não ser considerado "certo", as mulheres encontravam uma maneira de realçar suas danças nas ocasiões festivas e comemorações. Começavam a dançar lentamente com a Melea-Laff, usando o gesto de se enrolar como parte da dança. O véu enrolado apertado e justo ao corpo mostrava as curvas do quadril e da cintura. Assim, o véu era utilizado para criar um tipo de dança provocante, ainda que totalmente coberta.
A dança com Melea representa a dança misteriosa mais usada para o flerte.
Uma dançarina que usava a dança de Melea como um dos itens mais populares de seus shows era Fifi Abdo, pois relembrava uma época agradável da história recente do Egito, quando a economia estava em alta e as mulheres viviam uma liberdade diferente e a possibilidade do flerte que veio através dessa moda com o véu.
Para dançar Melea-Laff, é preciso que você saiba enrolar o véu de maneira correta no corpo, manuseá-lo e ter muito charme e muita graça!
14) Andaluz
Originado pelos mouros islâmicos afastados da Espanha. Este estilo também denominado de "Malouf", é caracterizado por passos ligeiros e braços com graciosidade arabesca, que desenham os meandros da melodia.
Um véu evidencia a sinuosidade dos movimentos. Acompanhado de uma música clássica: nouba.
Nouba designa "um por vez", na pauta ou na composição musical. É concentrada em uma série de peças vocais e instrumentais construídas sobre um tab ou modo particular. O desenrolar é variado dos ritmos e movimentos variados. No início, nouba correspondia a cada hora do dia e da noite, assim como as regras indianas. Devido à sua transmissão oral, perdeu sua significação, por culpa do tempo e da memória. A orquestra para a execução do Malouf, deve estar composta de instrumentos de corda, sopro e percussão.
Este estilo foi executado para grandes califas, sultões, reis, sheiks e mais tarde, gerou o estilo de dança conhecido como andaluz, muito sofisticado e apreciado por um público cativo.
Solos de Derbake
Derbake ou Tabla é um instrumento de percussão imprescindível, pois é ele que marca o ritmo do resto do grupo musical. Antigamente, era feito de barro e pele de cabra e os músicos sentavam em cima dele momentos antes de tocá-lo, para aquecê-lo. Atualmente, são feitos de fibra e plástico.
Dança com solo de derbake simboliza a técnica mais antiga e enraizada da bailarina, um momento de êxtase, com fortes batidas do coração e o sangue circulando nas veias.
Nos solos de percussão, a bailarina expressa através do quadril, o que é mais belo e tecnicamente oriental e primitivo. Os movimentos de cabeça, mãos, peito, troncos e cambrets interpretam a emoção, já os quadris e os ombros desenvolvem a técnica.
Entre o derbakista e a bailarina precisa existir um entendimento mútuo e é necessário que ele conheça o estilo de dança dela e ela o estilo de toque dele. É fundamental que a bailarina aprenda pelo menos alguns dos ritmos árabes, que são complexos; alguns vêm de países distintos.
Existem várias lendas para a origem da Raks Al Saif ou Dança da Espada. Uma delas diz que é uma dança em homenagem à deusa Neit, uma Deusa Guerreira. Ela simbolizava a destruição dos inimigos e a abertura dos caminhos. Uma outra, diz que na antigüidade as mulheres roubavam as espadas dos guardiões do rei para dançar, com o intuito de mostrar que a espada era muito mais útil na dança do que parada em suas cinturas ou fazendo mortos e feridos. Dançar com a espada permite equilíbrio e domínio interior das forças densas e agressivas. Uma terceira lenda conta que na época, quando um rei achava que tinha muitos escravos, dava a cada um uma espada para equilibrar na cabeça e dançar com ela. Assim, deveriam provar que tinham muitas habilidades. Do contrário, o rei mandaria matá-lo.
Outra história remete à época de guerra entre turcos e gregos. Os otomanos teriam contratado algumas bailarinas para levarem vinho e dançarem para os soldados inimigos. Quando estivessem embriagados, elas deviam pegar suas espadas e outras armas para dançar, facilitando o ataque. Uma outra lenda, diz que grupos de beduínos atacavam viajantes que passassem perto de seus territórios, no deserto, durante a noite, para roubar as mercadorias que transportavam. Os mercadores eram mortos e as mulheres beduínas ficavam com suas espadas. Para comemorar a vitória da tribo, elas dançavam exibindo-as como troféus.
O certo é que, a apresentação da bailarina com a espada, exige equilíbrio e habilidade em conjunto com os movimentos realizados graciosamente. Ela deve colocar a espada na cabeça, no peito e na cintura com muita suavidade. É importante também escolher a música certa, que deve transmitir um certo mistério. Jamais se dançaria um solo de Derbake com a espada.
Dança do Punhal
Hoje em dia o punhal é considerado uma derivação da espada, não tendo um significado padrão. Seu traje é comum e o ritmo mais usado é o Wahd Wo Noss. Porém, a história antiga nos revela que essa dança era uma reverência à deusa Selkis, a Rainha dos Escorpiões e representava a morte, a transformação e o sexo.
Na Arábia e no Marrocos é tradição. Esta dança era usada nos bordéis da Turquia e há quem fale que quando a bailarina dança com a lâmina para dentro quer dizer que ela está acompanhada e quando dança com a lâmina para fora, quer dizer que "está livre".
Existem crenças a respeito dos significados de cada gesto que a bailarina faz com o punhal durante sua dança. Vejamos alguns deles:
Colocá-lo na testa na horizontal significa magia; colocá-lo na testa com a ponta para baixo, significa morte; dentro do sutiã significa sexo; entre as mãos significa boas vindas, alegria; colocá-lo entre os dentes significa sedução. Rodar com ele na testa, significa destreza, habilidade; deitá-lo sobre os seios, quer dizer que está apaixonada; pagá-lo com a ponta dos dedos e rodá-lo é o sucesso da bailarina. Passá-lo pelo corpo, significa querer seduzir alguém e dançar batendo-o na bainha quer dizer que está chamando.
Sabe-se que era na verdade uma arma para defesa em situações que colocassem em risco a vida. Por isso, ficou bastante associada aos ciganos e às mulheres que dançavam na rua em troca de dinheiro
Dança do Castiçal ou Dança do Candelabro
Raks Al Shamadan. Este tipo de dança existe a muitos anos e fazia parte das celebrações de casamento e nascimento de crianças. É tradicionalmente apresentada na maioria dos casamentos egípcios, onde a bailarina conduz o cortejo do casamento levando um candelabro, específico para a dança, na cabeça. Desta maneira, ela procura iluminar o caminho do casal de noivos, como uma forma de trazer felicidade para eles.
Hoje em dia, é comum que a bailarina apresente a dança do candelabro no começo de seus shows. Este pode ser de 7, 9, 13 ou até mesmo de 17 velas, a critério de cada uma.
É de costume que a roupa seja toda preta ou toda branca, mas não há problema nenhum em dançar com roupas de outras cores também. O ideal é que a roupa seja composta e adequada para este tipo de dança que é considerada sagrada, por celebrar casamentos e nascimentos de crianças.
As velas, na maioria das vezes, são brancas, porém há quem goste de velas coloridas e acreditam em seus significados. Vermelho é o amor passional, sexo e fecundidade. Lilás é transmutação, amarelo é saúde, verde é dinheiro, branco é pureza, azul é carinho e rosa é afeto.
Dança das Taças
Sendo uma derivação da dança do candelabro, a bailarina dança com duas tacinhas, uma em cada mão, que contém uma velinha em cada uma. Ela exterioriza sua deusa interior, fazendo do seu corpo um veículo sagrado e ofertado. Utilizando o fogo das velas, que representam a vida.
Dança da Serpente
Por ser um animal considerado sagrado e símbolo da sabedoria, antigamente as sacerdotisas dançavam com uma serpente de metal (muitas vezes de ouro). Atualmente vê-se algumas bailarinas dançando com cobra de verdade, mas isto deve ser visto apenas como um show de variedades, já que nem nos primórdios da dança o animal era utilizado.
Justamente por ser considerada sagrada, a serpente era apenas representada por adornos utilizados pelas bailarinas e pelo movimento de seu corpo.
Dança com Véu ou Dança com Lenço
A dança com lenço sugere uma brincadeira com as peças do vestuário usadas no dia a dia. O lenço pode ser usado na cabeça por diferentes motivos: o mais conhecido no ocidente é a obrigação muçulmana de usa-lo por motivos religiosos; porém, as beduínas e tuaregs o utilizam para proteger sua pele e seus cabelos dos rigores do deserto.
Os véus foram incorporados às apresentações de dança do ventre como forma de enriquecer o espetáculo com seus movimentos suaves, mas acredita-se que seu uso é moderno e tem poucas ligações com o folclore tradicional.
Dança dos Sete Véus
Existem duas versões para a famosa dança dos sete véus. Uma delas, é uma alusão ao mito de Ishtar, deusa babilônica do amor e da fertilidade. Na Bíblia esse mito foi adaptado e tornou-se a conhecida história de Salomé. Diz o mito que o amado de Ishtar morreu e foi levado ao centro da terra. Como uma alegoria do constante morrer e renascer da natureza, Ishtar desesperada foi atrás dele para traze-lo de volta à vida. Ela teria que passar sete vezes por sete portais e, em cada vez, deixar uma jóia e um véu.
A dança dos sete véus de Ishtar, que ficou conhecida como a "Dança de Salomé", foi escrita na Bíblia com um sentido oposto. No mito original, Ishtar trazia de volta a vida; na Bíblia, Salomé causava a morte.
Outra versão é que a dança dos sete véus era uma dança onde os véus representavam os sete chakras do corpo, desde um estágio mais primitivo até um estágio mais desenvolvido, simbolizando a evolução humana através dos tempos. A retirada e o cair de cada véu significavam o abrir dos olhos que desperta a consciência e a evolução espiritual da mulher.
Os véus amarelos representam o Sol, eliminam o orgulho e a vaidade excessiva, trazendo a alegria, esperança e confiança. O laranja representa Júpiter, que dissolve o impulso dominador e dá vazão ao sentimento de proteção e ajuda ao próximo. O vermelho representa Marte, significando a vitória do amor cósmico e da confiança sobre a agressividade e a paixão. Lilás representa Saturno, mostrando a dissolução do excesso de rigor e seriedade, a conquista da consciência plena e o desenvolvimento da percepção sutil. Azul representa Vênus, revelando que a dificuldade de expressão foi superada, em prol do bom relacionamento com os entes queridos. Verde representa Mercúrio, mostrando a divisão e a indecisão sendo vencidas pelo equilíbrio entre os opostos. E, por fim, o branco representa a Lua; a queda deste último véu mostra a imaginação transformada em pensamento criativo e pureza interior.
Dança com Snujs
Pequenos címbalos de metal, instrumentos de percussão para acompanhamento rítmico, que a bailarina usa entre os dedos nas apresentações. São em número de 4, sendo um par em cada mão.
Dizem que os snujs eram usados pelas sacerdotisas para energizar, trazer vibrações positivas e retirar os maus fluidos do ambiente.
Conhecer e aprender a diferenciar o ritmo árabe é essencial para conseguir tocar snujs. É preciso desenvolver um ouvido musical, as noções de ritmo e contagem de tempo. Um mesmo ritmo pode ficar mais lento ou mais rápido, conforme a música que estiver sendo executada. Se ainda não houver domínio sobre a parte musical, fatalmente a bailarina se atrapalhará quando o ritmo da música se alterar. Ela corre o risco, inclusive, de errar também na sua movimentação corporal.
Dança com Pandeiro
Tradicionalmente, a mulher sempre foi boa no toque do pandeiro. Na maioria das vezes, ela tocava para outras mulheres dançarem. Porém, com a influência cigana, passou a tocá-lo também durante a dança.
Ligado a ritmos folclóricos, esse instrumento está relacionado com o mais autêntico espírito oriental, por isso o traje de quem o toca deve ser o vestido. Com o som forte do pandeiro, a bailarina deve marcar o ritmo com precisão e graça.
Era sempre feita com o sentido da comemoração, da alegria e da festa. Assim como os snujs, acompanha-se seu som com o ritmo da música. A melodia ideal é a que tem bastante toques de pandeiro.
Dança do Bastão ou Dança da Bengala
Há uma dança masculina originária de El Saaid, região do Alto Egito, chamada Tahtib. Nela são usados longos bastões chamados Shoumas. Estes bastões eram usados pelos homens para caminhar e para se defender.
Note que Saaid também é o nome do ritmo originário desta região. As mulheres costumam apresentar-se utilizando um bastão leve ou uma bengala, imitando-os, porém com movimentos mais femininos. Elas apresentam-se ao som do ritmo Saaid original, que é o mais comum e o mais usado. Porém pode ser dançado também com Maksoum, Malfouf ou até mesmo o Baladi.
Durante a dança, a mulher apresenta toda a sua habilidade, equilíbrio e charme. Costuma-se chamar esta dança feminina de Raks El Assaya (Dança da Bengala). A Raks El Assaya foi introduzida nos grandes espetáculos de dança do ventre pelo coreógrafo Mahmoud Reda. Fifi Abdo teria sido a primeira grande dançarina a apresentar performances com a bengala. Porém ela se apresentava com roupas masculinas.
A roupa típica da dança da bengala é um vestido com um lenço no quadril e um adereço qualquer na cabeça, um lencinho, etc. Não se deve, nunca, dançar somente com duas peças (sutiã e cinturão) a dança da bengala. A roupa pode até ter uma "barrigueira", vestidos com buracos, enfim, mas nunca só com a roupa de dança do ventre comum (duas peças).
Khalige
Também conhecida como Raks El Nach'at, é uma dança tradicional originária do Golfo Pérsico, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes.
Em festas femininas e casamentos é comum que as mulheres coloquem o tradicional vestido khalige por cima de sua roupa de festa e dancem sempre. São festas fechadas e familiares.
Os países onde este ritmo é mais conhecido são: Kuwait, Katar, Arábia Saudita e Emirados Árabes.
No oriente, é chamada dança dos desertos, já que os nômades são os dançarinos tradicionais. As mulheres vestidas com suas longas túnicas de corte geométrico e ricamente bordadas, dançam de forma bastante sensual movendo a cabeça, mexendo os cabelos e marcando o ritmo com os pés.
Nos shows tradicionais fora de seu país de origem, às vezes a bailarina para homenagear alguém da platéia que provém de um destes países, insere uma pequena demonstração de khalige em sua apresentação, o que faz a alegria dos turistas.
Dança do Jarro
Raks Al Brik ou Dança do Jarro é realizada apenas por mulheres. A vida em regiões desérticas e a forte repressão sexual, estimularam a mente de cantadores e músicos. Alguns compunham versos e rimas de amor para cantar a beleza das moças que iam buscar água na fonte. Seus rostos ficavam quase sempre cobertos, assim como todo o corpo; porém, ao se aproximar da água era preciso arregaçar as mangas ou subir um pouco a saia para não molhar os trajes. Era o delírio dos rapazes que poderiam apreciar tudo o que ficava escondido.
Essa tradição é tão antiga que se perde no próprio tempo. As mulheres, para carregarem os pesados jarros cheios de água, colocavam tecidos sobre a cabeça e andavam equilibrando os potes. Muitos desses jarros eram feitos de barro, se caíssem poderiam se quebrar; isso daria muita confusão para uma escrava. Dessa habilidade de equilibrar um jarro sobre a cabeça, nasceu um tipo de dança comum no Norte da África. Muitos senhores de escravas ofereciam para seus hóspedes, exóticas apresentações na hora de servir o vinho. As coreografias eram marcadas por giros e movimentos rápidos dos pés, sem que uma gota sequer do conteúdo dos jarros caísse no chão. Ao final da apresentação, o líquido era despejado em taças de metal para ser bebido pelos convidados.
Melea-Laff
Melea é um tipo de véu oriental que ganhou popularidade no Egito nas décadas de 30 e 40, sendo única e exclusivamente deste país.
O que é Melea-Laff? É lenço enrolado. Enrolado porque nesta dança as mulheres se envolvem em lenços pretos, de tamanho grande e tecido grosso, que pode ser ou não bordado.
Seu maior atrativo era que, apesar de esconder o corpo, por ser escuro e pesado era ao mesmo tempo revelador, pois o tecido era enrolado bem apertado ao redor do corpo.
Melea-Laff era dançada pelas meninas do Cairo, sendo muito comum que a bailarina fosse extremamente carismática, muito charmosa e bastante exagerada nos gestos. São gestos bem típicos das mulheres baladis do Egito. Hoje em dia é normal que você veja uma bailarina representando esse personagem e entrar para dançar mascando chicletes e falando em árabe no meio da música, por exemplo.
Apesar de ter origem nos trajes humildes dos vilarejos, por ser inspirado nos xales usados pelos gregos de Alexandria, a melea tornou-se item muito popular da moda egípcia.
A borrka é um tradicional acompanhamento desse traje, que nada mais é, que um véu tricotado para o rosto, com amplos buracos que acrescentam mistério ao rosto, em vez de cobrir, no sentido tradicional do Islã.
Apesar de dançar profissionalmente não ser considerado "certo", as mulheres encontravam uma maneira de realçar suas danças nas ocasiões festivas e comemorações. Começavam a dançar lentamente com a Melea-Laff, usando o gesto de se enrolar como parte da dança. O véu enrolado apertado e justo ao corpo mostrava as curvas do quadril e da cintura. Assim, o véu era utilizado para criar um tipo de dança provocante, ainda que totalmente coberta.
A dança com Melea representa a dança misteriosa mais usada para o flerte.
Uma dançarina que usava a dança de Melea como um dos itens mais populares de seus shows era Fifi Abdo, pois relembrava uma época agradável da história recente do Egito, quando a economia estava em alta e as mulheres viviam uma liberdade diferente e a possibilidade do flerte que veio através dessa moda com o véu.
Para dançar Melea-Laff, é preciso que você saiba enrolar o véu de maneira correta no corpo, manuseá-lo e ter muito charme e muita graça!
14) Andaluz
Originado pelos mouros islâmicos afastados da Espanha. Este estilo também denominado de "Malouf", é caracterizado por passos ligeiros e braços com graciosidade arabesca, que desenham os meandros da melodia.
Um véu evidencia a sinuosidade dos movimentos. Acompanhado de uma música clássica: nouba.
Nouba designa "um por vez", na pauta ou na composição musical. É concentrada em uma série de peças vocais e instrumentais construídas sobre um tab ou modo particular. O desenrolar é variado dos ritmos e movimentos variados. No início, nouba correspondia a cada hora do dia e da noite, assim como as regras indianas. Devido à sua transmissão oral, perdeu sua significação, por culpa do tempo e da memória. A orquestra para a execução do Malouf, deve estar composta de instrumentos de corda, sopro e percussão.
Este estilo foi executado para grandes califas, sultões, reis, sheiks e mais tarde, gerou o estilo de dança conhecido como andaluz, muito sofisticado e apreciado por um público cativo.
Solos de Derbake
Derbake ou Tabla é um instrumento de percussão imprescindível, pois é ele que marca o ritmo do resto do grupo musical. Antigamente, era feito de barro e pele de cabra e os músicos sentavam em cima dele momentos antes de tocá-lo, para aquecê-lo. Atualmente, são feitos de fibra e plástico.
Dança com solo de derbake simboliza a técnica mais antiga e enraizada da bailarina, um momento de êxtase, com fortes batidas do coração e o sangue circulando nas veias.
Nos solos de percussão, a bailarina expressa através do quadril, o que é mais belo e tecnicamente oriental e primitivo. Os movimentos de cabeça, mãos, peito, troncos e cambrets interpretam a emoção, já os quadris e os ombros desenvolvem a técnica.
Entre o derbakista e a bailarina precisa existir um entendimento mútuo e é necessário que ele conheça o estilo de dança dela e ela o estilo de toque dele. É fundamental que a bailarina aprenda pelo menos alguns dos ritmos árabes, que são complexos; alguns vêm de países distintos.
Origem e significado da dança do ventre

Significado
O nome correto dessa dança é Raks Sharki, que quer dizer dança oriental ou dança do oriente. Para a América, o nome dança oriental pode significar dança japonesa, chinesa, tailandesa, etc. Por isso, nos EUA foi chamada de Belly Dance e no Brasil, Dança do Ventre. Essa denominação deve-se aos movimentos, que são predominantes no ventre e quadril feminino.
A dança do ventre é uma forma de expressão artística da cultura árabe.É uma arte milenar que atulmente atrai muitas mulheres a pratica-la pois é uma atividade completa que trabalha não so o corpo como a mente.Proporciona a mulher um encontro consigo mesma,descobrindo seu corpo.
Não é uma dança vulgar,e esta é a grande luta para quem é profissional da área, mostrar para as pessoas que a dança do ventre é uma expressão cultural e quem tem sim uma pitada de sensualidade, porque isto vem da mulher, esta diretamente relacionado com ser feminina.Mas não algo voltado para sedução ou vulgarização.
Origem
Não existe uma data e região do oriente específica onde tenha surgido essa dança, mas há relatos de que tenha surgido desde a idade da pedra lascada e com o passar dos anos foi se aprimorando.
Na antiguidade havia templos aonde aconteciam cultos a deuses, incluindo a deusa da fertilidade e o povo daquela época acreditava que a mulher era a representante viva da grande mãe por que acreditavam que deus tinha a forma de uma mulher por que dentro do conhecimento que tinham na época a mulher era quem dava a origem à vida. Os homens acreditavam que o ventre da mulher era sagrado,pois até o momento não sabiam que eles também tinham participação na gravidez.Por isso as mulheres dançavam em reverência a grande mãe utilizando na maioria de seus movimentos, o ventre.Com o passar dos anos a mulher tornou-se submissa ao homem e a dança do ventre tornou-se parte da cultura árabe onde era ensinada de mãe para filha ou até mesmo mulheres com bastante experiência na dança eram contratadas para ensinar as adolescentes e prepará-las para o casamento e futura gravidez e parto.
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